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Mostra ODS

Blog do Concurso de microfilmes "Mostra ODS". Iniciativa organizada pela Oikos - Cooperação e Desenvolvimento e visa envolver jovens estudantes na promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Mostra ODS

Blog do Concurso de microfilmes "Mostra ODS". Iniciativa organizada pela Oikos - Cooperação e Desenvolvimento e visa envolver jovens estudantes na promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

ALERTA – Nova alteração da DATA LIMITE para submissão dos vídeos!

Oikos, 30.11.21

Atenção!

data limite para submissão dos vídeos a concurso foi novamente alterada.

31 de dezembro de 2021 é a nova data.

Ainda podes participar. Põe na tua agenda.

Não percas esta oportunidade de ajudar a transformar o mundo.

Contamos contigo!

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Fotografia de Anika Mikkelson para Unsplash.

NOTA IMPORTANTE: Como o concurso cobre 2 anos letivos, podes participar desde que estejas inscrito no 3º Ciclo do Ensino Básico ou no Ensino Secundário em qualquer um dos anos letivos de 2020/2021 e 2021/2022.

Código vermelho para a Humanidade

Oikos, 10.08.21

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O novo relatório do Painel Intergovernamental sobre as alterações climáticas (na sigla em inglês IPCC), que considera as alterações climáticas um fenómeno claramente provocado pelo homem, faz previsões mais precisas e mais pessimistas do que o último, publicado em 2013.

Segundo o documento, as emissões de carbono vão ultrapassar os limites definidos no acordo de Paris de 2015. Os líderes mundiais tinham-se comprometido a limitar o aquecimento do planeta a 1,5ºC, mas a linha vermelha está prestes a ser alcançada. O planeta já aqueceu quase 1,1ºC no último século.

Em todos os cenários traçados pelo Painel das Nações Unidas, o planeta vai ultrapassar a marca de 1,5ºC dez anos mais cedo do que o previsto (no fim da década de 2030).

O relatório com mais de 3.000 páginas da autoria de 234 cientistas revela que o aquecimento do planeta já está a acelerar o aumento do nível do mar, a provocar o degelo e a agravar fenómenos extremos como ondas de calor, secas, inundações e tempestades. Os ciclones tropicais estão a ficar cada vez mais fortes e húmidos, enquanto o gelo do Ártico está a diminuir no verão. Todas estas tendências vão piorar.

Ao chamar o relatório de “código vermelho para a humanidade”, o secretário das Nações Unidas, António Guterres, revela uma ponta de esperança de que os líderes mundiais ainda sejam capazes de evitar o aquecimento de 1,5º, que diz ser “perigosamente próximo”.

Saiba mais AQUI!

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Campanha de alerta contra o Tráfico de Seres Humanos

Oikos, 03.08.21

Aproveitamos o blog para ajudar a divulgar um vídeo de uma campanha que a Oikos está a desenvolver com o objetivo de alertar sobre o Tráfico de Seres Humanos.

O tráfico de pessoas pode estar mais próximo de si do que imagina!

Desconfie, informe-se, proteja-se, denuncie.
Por ano são traficadas cerca de 25 milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo Portugal. Mulheres e raparigas são traficadas para exploração sexual, homens maioritariamente para exploração laboral e crianças escravizadas, exploradas sexualmente ou obrigadas a casamentos forçados.

Emergência: 112 | PJ: 225 088 644 | Assistência a vítimas de tráfico: 91 865 41 01
Não seja a próxima vítima.

Campanha Oikos “Ativa-te contra o Tráfico de Seres Humanos”
Programa Operacional Inclusão e Emprego
Portugal 2020
Fundo Social Europeu da União Europeia
Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género Mais

👉 www.oikos.pt/traficosereshumanos 

Alerta – Alteração da data limite para submissão dos vídeos

Oikos, 29.07.21

Atenção

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data limite para submissão dos vídeos a concurso foi alterada.

15 de novembro de 2021 é a nova data.

Ainda podes participar. Põe na tua agenda.

Não percas esta oportunidade de ajudar a transformar o mundo.

Contamos contigo!

 

NOTA IMPORTANTE: Como o concurso passa a cobrir 2 anos letivos, podes participar desde que estejas inscrito no 3º Ciclo do Ensino Básico ou no Ensino Secundário em qualquer um dos anos letivos de 2020/2021 e 2021/2022.

Madagáscar – a Fome causada pelas Alterações Climáticas

Oikos, 29.06.21

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Segundo o Programa Alimentar Mundial, as comunidades rurais em Madagáscar estão a passar Fome, com mulheres e crianças a terem que caminhar durante horas para conseguir alimentos, numa altura em que a pior seca em quatro décadas devastou o sul da ilha.

A desnutrição aguda quase que duplicou nos últimos quatro meses, atingindo mais de 25% dos habitantes da área.

"Eu encontrei mulheres e crianças que estão a fazer tudo para tentar sobreviver, caminham durante horas para chegar aos nossos pontos de distribuição de alimentos", disse David Beasley, diretor executivo do PAM, num comunicado de imprensa. “Houve secas consecutivas em Madagáscar que colocaram as comunidades à beira da fome. Famílias estão a sofrer e pessoas já morreram de fome severa”, acrescentou. Beasley  que culpou as alterações climáticas pela crise.

"As famílias vivem de cactos vermelhos crus, folhas selvagens e gafanhotos há meses", disse Beasley.

Bole, uma mãe de três filhos de Ambiriky, no sul de Madagáscar, que também cuida de dois órfãos que perderam a mãe, disse aos jornalistas que, para sobreviver, eles dependiam de folhas de cacto para suas refeições. “Não temos mais nada. A mãe deles está morta e meu marido está morto. O que quer que eu diga? Todos os dias, a nossa vida depende dos cactos que conseguimos encontrar”.

Sabe mais AQUI!

yoda-adaman-8wuOLdN77A4-unsplash.jpgFotografia de YODA Adaman para Unsplash

Secretário-geral das Nações Unidas discursa no Parlamento Europeu

Oikos, 28.06.21

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No dia 24 de Junho, o secretário-geral das Nações Unidas discursou no Parlamento Europeu, após ter sido reeleito líder da ONU no dia 18 de junho de 2021.

António Guterres definiu como prioridade deste seu segundo mandato a construção de uma cooperação mundial mais eficaz de forma a prevenir conflitos, alterações climáticas, pandemias, pobreza e desigualdades. O secretário-geral da ONU destacou como a pandemia da covid-19 ampliou, a nível mundial, as desigualdades económicas, sociais e ambientais, as capacidades limitadas dos sistemas de saúde, educação e financeiros, a violência e desigualdade de género e a nossa fragilidade para com as ameaças cibernéticas.  

O líder das Nações Unidas alertou para como a covid-19 revelou a nossa fragilidade, interconexão global e necessidade de agir coletivamente. “O nosso maior desafio - e a nossa maior oportunidade - é usar esta crise como uma oportunidade de criar um mundo mais verde, justo e sustentável”, declarou António Guterres.

Podes ver o discurso AQUI!

frederic-koberl-x_0hW-KaCgI-unsplash.jpgFotografia de Frederic Köberl para Unsplash

 

Clima extremo contribui para recorde de pessoas deslocadas no mundo

Oikos, 25.06.21

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Não há qualquer dúvida de que estamos a falhar na luta contra as alterações climáticas. Perto de 75% dos deslocamentos internos que aconteceram em 2020 resultaram de fenómenos climáticos extremos, de acordo com o relatório “Global report on Internal Displacement 2021”, um estudo realizado pelo do IDMC (Internal Displacement Monitoring Centre - Centro de Monitorização de Deslocamento Interno).

O número total de pessoas deslocadas dentro do seu próprio país é de 55 milhões, o valor mais alto de sempre. As tempestades, inundações, incêndios florestais e secas, a guerras e a violência resultaram em 40,5 milhões de novos deslocamentos internos em 2020, de acordo com o IDMC. É o maior número de novos deslocamentos registados em dez anos.

De acordo com os investigadores o clima extremo irá provocar o deslocamento de cada vez mais pessoas, não só pela violência dos fenómenos climatéricos, mas também pelo seu impacto direto na agricultura, por exemplo. Os investigadores chamam também a atenção para as falsas narrativas que se propagam com facilidade:

“A ideia de que as mudanças climáticas irão desencadear uma migração em massa para os países ricos é uma distração para o facto de a maior parte do deslocamento é interno”, afirma Bina Desai, chefe de programas do IDMC. “É uma obrigação moral investir realmente no apoio às pessoas onde elas estão, ao invés de apenas pensar no risco de elas chegarem às fronteiras”, alerta.

O relatório anual revela que mais de 80% das pessoas forçadas a deixar suas casas em 2020 estavam na Ásia e em África.

Pode-se ler o Relatório AQUI!

Podes saber mais sobre o problema no site do projeto “Climate of Change” AQUI!

ninno-jackjr-CG6Gd__QIOY-unsplash.jpgFotografia de Ninno JackJr para Unsplash

 

 

ODS 17: Reforçar os meios de implementação e revitalizar a Parceria Global para o Desenvolvimento Sustentável

Oikos, 21.06.21

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Os ODS só podem ser alcançados com fortes parcerias e com cooperação global.

O ODS 17 apela a uma parceria global para o desenvolvimento sustentável. O objetivo destaca a importância da estabilidade macroeconómica mundial e a necessidade de mobilizar recursos financeiros para os países em desenvolvimento. Essa mobilização será feita não só a partir de fontes internacionais, mas também através do reforço das capacidades internas de cobrança de receitas discais e da melhoria dos impactos positivos do comércio internacional para os países em desenvolvimento.

A agenda global de desenvolvimento só será bem-sucedida se criarmos parcerias inclusivas - nos níveis global, regional, nacional e local - construídas sobre princípios e valores, e sobre uma visão compartilhada e objetivos compartilhados que colocam as pessoas e o planeta no centro.

Muitos países necessitam da Assistência Oficial para o Desenvolvimento para estimular o crescimento económico e o comércio. No entanto, os níveis de ajuda têm vindo a cair e os países doadores não cumpriram sua promessa de aumentar o financiamento para o desenvolvimento.

Devido à pandemia COVID-19, projeta-se que a economia global contraia acentuadamente, em 3 por cento, em 2020, passando por sua pior recessão desde a Grande Depressão. Mais do que nunca, torna-se necessária uma forte cooperação internacional para garantir que todos os países tenham os meios para se recuperar da pandemia, reconstruir melhor e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

 

Algumas METASpat-whelen-xSsWBa4rb6E-unsplash.jpg

Finanças

  • Fortalecer a mobilização de recursos internos, inclusive através do apoio internacional aos países em desenvolvimento, para melhorar a capacidade nacional de cobrança de impostos e outras fontes de receita.
  • Os países desenvolvidos devem implementar de forma plena os seus compromissos em matéria de ajuda pública ao desenvolvimento (APD), inclusive canalizar 0,7% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) para APD aos países em desenvolvimento, e alocar 0,15% a 0,20% desse valor para os países menos desenvolvidos.
  • Mobilizar recursos financeiros adicionais para os países em desenvolvimento a partir de múltiplas fontes.
  • Ajudar os países em desenvolvimento a alcançar a sustentabilidade da dívida de longo prazo através de políticas coordenadas destinadas a promover o financiamento, a redução e a reestruturação da dívida, conforme apropriado, e abordar a questão da dívida externa dos países pobres altamente endividados de forma a reduzir o sobre-endividamento.
  • Adotar e implementar regimes de promoção de investimentos para os países menos desenvolvidos.

Tecnologia

  • Melhorar a cooperação Norte-Sul, Sul-Sul e triangular ao nível regional e internacional e o acesso à ciência, tecnologia e inovação, e aumentar a partilha de conhecimento em termos mutuamente acordados, inclusive através de uma melhor coordenação entre os mecanismos existentes, particularmente no nível das Nações Unidas, e por meio de um mecanismo de facilitação de tecnologia global.
  • Promover o desenvolvimento, a transferência, a disseminação e a difusão de tecnologias ambientalmente corretas para os países em desenvolvimento, em condições favoráveis, inclusive em condições concessionais e preferenciais, conforme mutuamente acordado.
  • Operacionalizar plenamente o banco de tecnologia e o mecanismo de capacitação em ciência, tecnologia e inovação para os países menos desenvolvidos até 2017, e aumentar o uso de tecnologias de capacitação, em particular das tecnologias de informação e comunicação.

Capacitação

  • Reforçar o apoio internacional para a implementação eficaz e orientada da capacitação em países em desenvolvimento, a fim de apoiar os planos nacionais para implementar todos os objetivos de desenvolvimento sustentável, inclusive através da cooperação Norte-Sul, Sul-Sul e triangular.

Comércio

  • Promover um sistema multilateral de comércio universal, baseado em regras, aberto, não discriminatório e equitativo no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), inclusive através da conclusão das negociações no âmbito da Agenda de Desenvolvimento de Doha.
  • Aumentar significativamente as exportações dos países em desenvolvimento, em particular com o objetivo de duplicar a participação dos países menos desenvolvidos nas exportações globais até 2020.
  • Concretizar a implementação oportuna de acesso a mercados livres de quotas e taxas, de forma duradoura, para todos os países menos desenvolvidos, de acordo com as decisões da OMC, inclusive através de garantias de que as regras de origem preferencial aplicáveis às importações provenientes de países menos desenvolvidos sejam transparentes e simples, e contribuam para facilitar o acesso ao mercado.

Coerência

  • Aumentar a estabilidade macroeconómica global, inclusive através da coordenação e da coerência de políticas.
  • Aumentar a coerência das políticas para o desenvolvimento sustentável.
  • Respeitar o espaço político e a liderança de cada país para estabelecer e implementar políticas para a erradicação da pobreza e o desenvolvimento sustentável.

Parcerias Multissetoriais

  • Reforçar a parceria global para o desenvolvimento sustentável, complementada por parcerias multissetoriais que mobilizem e partilhem o conhecimento, a perícia, a tecnologia e os recursos financeiros, para apoiar a realização dos objetivos do desenvolvimento sustentável em todos os países, particularmente nos países em desenvolvimento.
  • Incentivar e promover parcerias públicas, público-privadas e com a sociedade civil que sejam eficazes, a partir da experiência das estratégias de mobilização de recursos dessas parcerias.

Dados, monitorização e prestação de contas

  • Até 2020, reforçar o apoio à capacitação para os países em desenvolvimento, inclusive para os países menos desenvolvidos e pequenos Estados insulares em desenvolvimento, para aumentar significativamente a disponibilidade de dados de alta qualidade, atuais e fidedignos, desagregados ao nível do rendimento, género, idade, etnia, estatuto migratório, incapacidade, localização geográfica e outras características relevantes em contextos nacionais.
  • Até 2030, partir de iniciativas existentes para desenvolver medidas do progresso do desenvolvimento sustentável que complementem o Produto Interno Bruto (PIB) e apoiem a capacitação estatística nos países em desenvolvimento.

 

Alguns FACTOS:

  • Os fluxos líquidos de assistência oficial ao desenvolvimento pelos países membros do Comitê de Assistência ao Desenvolvimento (CAD) da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico totalizaram 147,4 mil milhões de dólares em 2019.
  • 79% das exportações dos países em desenvolvimento entram nos países desenvolvidos com isenção de tarifas.
  • O comércio, o investimento estrangeiro direto e as remessas devem diminuir em até 40 por cento em 2020.
  • Quase metade da população mundial não está conectada à internet, principalmente nos países pobres.

ibrahim-boran-3ijHgGTSDi8-unsplash.jpgFotografia de Ibrahim Boran para Unsplash

ODS 16: Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis

Oikos, 18.06.21

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O ODS 16 apela a sociedades pacíficas e inclusivas baseadas no respeito pelos direitos humanos, na proteção dos mais vulneráveis, no Estado de direito e na boa governação a todos os níveis.

Apesar de este objetivo prever igualmente instituições transparentes, eficazes e responsáveis, a realidade é totalmente diferente. Conflitos, insegurança, instituições fracas e acesso limitado à justiça continuam a ser uma das maiores ameaças para o desenvolvimento sustentável.

O número de pessoas que fogem da guerra, perseguição e conflitos (refugiados e deslocados internos) ultrapassou os 82 milhões em 2020, o nível mais alto registrado pela agência de refugiados da ONU (ACNUR) em quase 70 anos. Por outro lado, em 2019, as Nações Unidas investigaram 357 assassinatos e 30 desaparecimentos de ativistas dos direitos humanos, jornalistas e sindicalistas em 47 países (um número que a Sociedade Civil considera que está muito abaixo da real dimensão do problema).

Em muitos casos, as instituições estatais começam a falhar com os seus cidadãos, logo a partir do momento que nascem. Basta vermos que, globalmente, aproximadamente um em cada quatro crianças menores de 5 anos nunca são registadas oficialmente, privando-as de uma prova de identidade legal crucial para a proteção de seus direitos e para o acesso à justiça e aos serviços sociais.

 

Algumas METAS

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  • Reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade com ela relacionadas, em todos os lugares.
  • Acabar com o abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra as crianças.
  • Promover o Estado de Direito, ao nível nacional e internacional, e garantir a igualdade de acesso à justiça para todos.
  • Até 2030, reduzir significativamente os fluxos ilegais financeiros e de armas, reforçar a recuperação e devolução de recursos roubados e combater todas as formas de crime organizado.
  • Reduzir substancialmente a corrupção e o suborno em todas as suas formas.
  • Desenvolver instituições eficazes, responsáveis e transparentes, a todos os níveis.
  • Garantir que a tomada de decisão, a todos os níveis, é responsável, inclusiva, participativa e representativa.
  • Ampliar e fortalecer a participação dos países em desenvolvimento nas instituições de governação global.
  • Até 2030, fornecer identidade legal para todos, incluindo o registo de nascimento.
  • Assegurar o acesso público à informação e proteger as liberdades fundamentais, em conformidade com a legislação nacional e os acordos internacionais.

 

Alguns FACTOS:

  • Fenómenos como a corrupção, suborno, roubo e evasão fiscal custam cerca de 1,26 biliões de dólares por ano aos países em desenvolvimento. Este dinheiro poderia ser usado para, em 6 anos, retirar da pobreza extrema todos os aqueles que vivem com menos de 1,25 dólares por dia.
  • Aproximadamente 28,5 milhões das crianças em idade escolar primária que estão fora da escola vivem em áreas afetadas por conflitos.
  • Globalmente, 31% dos prisioneiros estão detidos sem condenação (essa percentagem tem-se mantido constante durante quase toda a última década).
  • A cada 7 minutos, em algum lugar do mundo, uma criança é morta de forma violenta.
  • 1 em cada 10 crianças é abusada sexualmente antes dos 18 anos.
  • 246 milhões de crianças em todo o mundo afetadas pela violência escolar a cada ano.
  • Pelo menos 1 em cada 10 crianças já sofreu de cyberbullying.

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Fotografia de Jon Tyson para Unsplash

ODS 15: Proteger, restaurar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, travar e reverter a degradação dos solos e travar a perda de biodiversidade

Oikos, 17.06.21

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A Natureza é crítica para nossa sobrevivência!

A Natureza fornece o oxigénio que respiramos, regula nossos padrões climáticos, poliniza nossas culturas, produz alimentos, (para nós e para os animais que criamos), fornece materiais de construção e combustíveis. Mas está sob um stress crescente. A atividade humana já alterou cerca de 75% da superfície da Terra, comprimindo a vida selvagem e a Natureza em recantos cada vez menores do planeta.

De acordo com o Relatório de Avaliação Global sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistémicos de 2019, cerca de 1.000.000 espécies de animais e plantas estão ameaçadas de extinção nas próximas décadas. O relatório pediu mudanças transformadoras para restaurar e proteger a Natureza. O relatório afirma que a saúde dos ecossistemas dos quais nós e todas as outras espécies dependemos está a deteriorar.se mais rapidamente do que nunca, afetando os próprios alicerces de nossas economias, meios de subsistência, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida em todo o mundo.

A desflorestação e a desertificação - causadas diretamente por atividades humanas e pelas alterações climáticas - representam grandes desafios para o desenvolvimento sustentável e afetam a vida e os meios de subsistência de milhões de pessoas. Investir na restauração de terras é fundamental para melhorar os meios de subsistência, reduzir vulnerabilidades e reduzir os riscos para a economia.

A saúde do nosso planeta também desempenha um papel importante no surgimento de zoonoses, ou seja, doenças que são transmissíveis entre animais e humanos. À medida que continuamos a invadir ecossistemas frágeis, colocamos os humanos em um contacto cada vez maior com a vida selvagem, permitindo que os patógenos da vida selvagem se espalhem para o gado e os humanos, aumentando o risco de surgimento e amplificação de doenças.

 

Algumas METAS

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  • Até 2020, assegurar a conservação, recuperação e uso sustentável de ecossistemas terrestres e de água doce interior e os seus serviços, em especial florestas, zonas húmidas, montanhas e terras áridas, em conformidade com as obrigações decorrentes dos acordos internacionais.
  • Até 2020, promover a implementação da gestão sustentável de todos os tipos de florestas, travar a deflorestação, restaurar florestas degradadas e aumentar substancialmente os esforços de florestação e reflorestação, a nível global.
  • Até 2030, combater a desertificação, restaurar a terra e o solo degradados, incluindo terrenos afetados pela desertificação, secas e inundações, e lutar para alcançar um mundo neutro em termos de degradação do solo.
  • Até 2030, assegurar a conservação dos ecossistemas de montanha, incluindo a sua biodiversidade, para melhorar a sua capacidade de proporcionar benefícios que são essenciais para o desenvolvimento sustentável.
  • Tomar medidas urgentes e significativas para reduzir a degradação de habitats naturais, travar a perda de biodiversidade e, até 2020, proteger e evitar a extinção de espécies ameaçadas.
  • Garantir uma repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos e promover o acesso adequado aos recursos genéticos.
  • Tomar medidas urgentes para acabar com a caça ilegal e o tráfico de espécies da flora e fauna protegidas e agir no que respeita tanto a procura quanto a oferta de produtos ilegais da vida selvagem.
  • Até 2020, implementar medidas para evitar a introdução e reduzir significativamente o impacto de espécies exóticas invasoras nos ecossistemas terrestres e aquáticos, e controlar ou erradicar as espécies prioritárias.
  • Até 2020, integrar os valores dos ecossistemas e da biodiversidade no planeamento nacional e local, nos processos de desenvolvimento, nas estratégias de redução da pobreza e nos sistemas de contabilidade.

 

Alguns FACTOS:

  • A atividade humana alterou quase 75% da superfície da Terra, comprimindo a vida selvagem e a Natureza em espaços cada vez menores do planeta e aumentando os riscos de doenças zoonóticas como COVID-19.
  • Cerca de 1.600 mil milhões de pessoas dependem das florestas para sua subsistência, incluindo 70 milhões de indígenas.
  • As florestas abrigam mais de 80% de todas as espécies terrestres de animais, plantas e insetos.
  • Entre 2010 e 2015, o mundo perdeu 3,3 milhões de hectares de florestas.
  • A degradação dos solos reduziu a produtividade em 23% da área terrestre global.
  • Entre 235 mil milhões e 577 mil milhões de dólares de colheitas anuais estão em risco devido à perda de polinizadores.
  • Estima-se que, neste momento, o ritmo de perda de terras aráveis seja 30 a 35 vezes maior que a taxa histórica
  • Devido à seca e à desertificação, 12 milhões de hectares são perdidos todos os anos (23 hectares por minuto).
  • Globalmente, 74% dos pobres são diretamente afetados pela degradação dos solos.
  • A caça furtiva e o tráfico ilegal de vida selvagem continuam a ser um problema global de conservação (há registos de cerca de 7.000 espécies de animais e plantas traficadas em 120 países).
  • Das 8.300 raças de animais domésticos, 8% estão extintas e 22% estão em risco de extinção.
  • Até 80% das pessoas que vivem em zonas rurais de países em desenvolvimento dependem de medicamentos tradicionais feitos à base de plantas para cuidados básicos de saúde.
  • Embora as áreas protegidas agora cubram 15% dos habitas terrestres e de água doce, estas cobrem apenas parcialmente locais importantes para a biodiversidade e ainda não são totalmente representativas ecologicamente, nem geridas de forma eficaz ou equitativa.

mf-evelyn-CjLelVuKdQM-unsplash.jpgFotografia de MF Evelyn para Unsplash